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Os sentidos estão à flor da pele. O lirismo encaixa nas gotas universais dos raios cósmicos na poesia do poeta, músico e mago da alquimia. Dia de pentalogia. O início. No solstício da audição fez-se cores da visão. Em ágeis facetas amanhece em ações táteis. Vitrais anseiam por vidas a mais. Sais de sanhas múltiplas em banhos inexoráveis. Quem ouve os sons de erudição também enxergam as verdades fundamentais da palavra reta, escrita. Dita algoritmos nas escalas que ignoram o metrônomo. Sensações nas papilas gustativas trazem premonições. Os gostos das visagens entram em harmonia com o cheiro da cuva chegando. Aquele cheiro da esperança. Da colheita. Se a Algaroba é a árvore do sertão a proporcionar sombra e fruto aos animais na terra seca, na estiagem, esta viagem, então, ao ler “Vitrais”, no começo da caminhada pentalógica dos sentidos, é como comer o milho assado logo após tê-lo colhido na lêra do milheiro abençoado pela chuva do inverno passado. É comer o baião de dois do feijão-verde debulhado algumas horas antes acompanhado da macaxeira cozida na panela de barro, com lenha de sabiá, no fogão a lenha. É experiência para guardar do lado esquerdo da vida. E das deliciosas lembranças.